“Uma dose”
“...”
“Do uísque mais barato”.
Sonhei com ela essa noite, isso me deu um tédio danado. Sonhos estranhos em um lugar que nunca tive antes, um lugar distante do meu passado. Passado que parece nunca acabar, que parece ter me abandonado.
“Era sim, era ela mesma”
Olhei para todos os lados, nada parecia se mexer, nada no futuro foi alterado. Ilusões perdidas em cobertas de um motel barato. Sonhos destruídos em noites que paguei por algum trato. E dinheiro gasto em coisas que me deixaram com o corpo acabado.
“Mais uma dose”?
“Não! Hoje eu não quero ter meu sonho roubado”.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Para o Inverno
Ontem te tomei às doses…
Calma e lentamente, como quem toma um uísque importado, da China ou do Paraguai. Te procurei no frio. No inverno…
Sozinho.
Ontem te fumei aos tragos. Jogando cada desejo seu para fora; em fumaças. Em desejos repentinos. Em loucuras. Tragando aos poucos como o forte cigarro filtro vermelho, apagando cada guimba junto com cada desejo.
Ontem te supliquei aos prantos e descobri que de verdade estou te amando.
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